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Consumo das famílias impulsiona PIB brasileiro apesar dos juros altos


O avanço do consumo das famílias foi um dos principais motores da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% em relação aos três meses anteriores.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1,0% no trimestre, refletindo a continuidade da atividade econômica mesmo em um cenário de juros elevados. O desempenho do consumo teve peso relevante no resultado geral do PIB, já que representa uma das principais engrenagens da economia brasileira.

Ele é o agregado com mais peso entre os usos e contribuiu para o maior crescimento da economia este trimestre”, destacou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.

Outro destaque foi a retomada dos investimentos no país. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos em máquinas, equipamentos, construção e infraestrutura, cresceu 3,5% no primeiro trimestre. No período anterior, o indicador havia registrado queda de 3,4%.

Com a recuperação, os investimentos voltaram ao patamar observado no fim do terceiro trimestre do ano passado. Segundo o IBGE, apesar de terem peso menor que o consumo das famílias no cálculo do PIB, os investimentos também deram contribuição importante para o crescimento da economia no início de 2026.

Além do consumo das famílias e dos investimentos, o cálculo do PIB pela ótica da demanda considera ainda os gastos do governo, as exportações e as importações de bens e serviços.

Já pela ótica da oferta, o desempenho da economia é dividido entre agropecuária, indústria e serviços. O setor de serviços segue como o principal componente do PIB brasileiro, respondendo por cerca de 70% da atividade econômica do país.

Fonte: correiobraziliense