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O que esperar da economia brasileira em 2023? Veja cinco coisas que você precisa saber!


Neste 2023 os rumos da economia brasileira continuam nas pautas de discussão. Em meio às incertezas sobre como medidas macroeconômicas refletirão no bolso e nos investimentos dos brasileiros, temas como o risco político e taxa Selic impactam nas respostas dessas perguntas.

Reunimos cinco pontos que você precisa saber – e ficar atento neste ano – sobre a economia brasileira em 2023:

Economia vai crescer em 2023?

crescimento econômico também entra nessa pauta. Porém, os especialistas acreditam que alcançar essa aceleração não será uma tarefa fácil.

Gustavo Arruda, chefe de pesquisa para a América Latina do BNP Paribas, diz que “é muito difícil imaginar” um cenário positivo de crescimento para a economia brasileira.

“Com o cenário global, fica muito difícil pensar em um quadro positivo de crescimento em 2023, com números muito robustos para Brasil. Esses últimos trimestres foram relativamente positivos, mas, quando olho para a frente, é um número que ou é zero ou é negativo”, argumenta Arruda.

Essa visão é compartilhada por Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos: “Achamos que a preocupação migra para crescimento, ou a falta dele, em 2023“.

 

Taxa Selic em 2023

taxa Selic é conhecida como a taxa básica de juros da economia, porque serve como base dos juros do País. Ou seja, ela influencia a vida das pessoas, pois sua variação afeta o controle da inflação.

Em dezembro de 2022, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a taxa Selic atual é de 13,75% ao ano. O boletim Focus de 13 de janeiro de 2023 aponta essa taxa em 12,5% ao ano.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, acredita que a taxa seguirá em 13,75% até o segundo semestre do ano.

“Os juros já estão elevados. Juros a 13,75% não são uma coisa simples. A gente pode ver perspectivas de que a taxa de juros se mantenha nesse patamar. Quando o cenário da economia em 2023 mostrar segurança, e o Banco Central estiver bastante seguro, ele pode começar a mostrar cortes”, opina Sung. Confira a análise na íntegra:

 

Economia e o risco político em 2023

As incertezas sobre como será a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também entram nessa pauta. A revogação do teto de gastos, atual política de arcabouço fiscal, é um dos temas que deixa mais pulgas na orelha do mercado.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, prometeu que apresentará o novo arcabouço fiscal até abril. Segundo ele, a equipe econômica do governo Lula quer fazer “algo estrutural” nesse tema.

Enquanto a proposta não é apresentada, temores mais abrangentes sobre o risco fiscal ficam no ar. Arruda ressalta que existe uma “dinâmica técnica e política por trás do processo”. Assim, a forma como as forças do Executivo e Legislativo serão balanceadas neste processo é o que coloca um ponto de interrogação nos agentes econômicos.

 

Bolsa e ações neste ano

Nas projeções da XP, o valor justo do Ibovespa para o final deste ano ficará em torno de 125 mil pontos. “Reduzimos de 135 mil para 125 mil por causa dessa forte alta de juros que vimos no mercado, principalmente dos juros de longo prazo. Juros longos para cima trazem o valor para baixo”, detalha Ferreira.

A gente continua vendo bastante valor na bolsa brasileira. Continuamos vendo os indicadores de preço sobre lucro nos menores níveis desde 2008, então a bolsa continua bastante barata.

“Continuamos gostando de renda variável Brasil, mas ainda em um cenário de cautela. A volatilidade continua, os investidores devem continuar posicionados em papéis de empresas sólidas, geradoras de caixa e que consigam crescer com o macro mais desafiador”, complementa.

Economia e finanças pessoais em 2023

Em meio a esse contexto econômico geral, cuidar das finanças pessoais também é algo essencial para não ficar no vermelho e organizar a sua saúde financeira.

Economizar dinheiro é uma das possibilidades para conseguir organizar as finanças pessoais. Vinícius Romano, especialista em renda fixa da Suno Research, defende que o tema seja tratado da mesma forma como cuidamos da saúde.

“Quando a gente vai ao médico, ele faz um exame geral para ver o que tem de errado com o nosso corpo para, aí sim, atuar de uma maneira mais específica. No caso do dinheiro, acredito que seja a mesma coisa. Temos que fazer um check-up da nossa vida financeira. Fazemos um balanço de todas as dívidas que temos e, com isso, temos uma imagem mais real da nossa vida financeira”, comenta Romano. 

Fonte: Suno | 19/01/2023